Interior de loja com araras de roupas e iluminação pendente

Especialidade

Contabilidade para comércio em Curitiba, com o imposto da loja conferido nota por nota

Para o lojista do Simples Nacional que fatura a partir de R$ 20 mil por mês: ICMS e substituição tributária separados do jeito certo no DAS, estoque que bate com o balanço e a margem de cada linha de produto à vista. Quem responde as dúvidas é o próprio contador, Vanderlei Santiago Lopes.

Em resumo

Do que uma loja do Simples Nacional precisa na contabilidade em 2026?

  • Anexo I conferido — o comércio paga pela tabela própria do Simples, com alíquota nominal de 4% a 19% conforme a receita dos últimos 12 meses.
  • Substituição tributária separada — produto que chega com o ICMS já recolhido pelo fornecedor sai da base do ICMS no DAS; sem essa separação, a loja paga o imposto duas vezes.
  • NF-e e NFC-e cruzadas — as notas de compra e de venda precisam bater com a apuração, porque a Receita Estadual do Paraná recebe os mesmos dados.
  • Estoque e inventário em dia — o lucro da loja sai da conta entre estoque inicial, compras e estoque final; inventário chutado distorce tudo.
  • Margem por linha de produto — com escrituração completa, o lojista enxerga onde ganha e onde perde dinheiro.

Contabilidade para Comércio

Por que uma loja precisa de contabilidade especializada em comércio?

Porque o imposto do comércio depende do que a loja vende, e não só de quanto vende. Produto com substituição tributária, produto monofásico, venda ao consumidor final e venda para outra empresa entram de formas diferentes no DAS. Quem joga tudo numa linha só paga mais do que deve.

O comércio de Curitiba está abrindo portas em ritmo forte. Entre janeiro e julho de 2026, a Prefeitura concedeu 6.953 alvarás para o comércio varejista, contra 5.365 no mesmo período de 2025, alta de 29%, segundo dados da Secretaria de Planejamento, Finanças e Orçamento publicados pelo Bem Paraná. Boa parte dessas lojas entra no Simples Nacional e contrata alguém para gerar a guia do mês.Só que a guia é o fim do processo, e o que define o valor dela vem antes: a classificação fiscal de cada produto, a separação das receitas com substituição tributária e o cruzamento das notas de compra com as de venda. Quando essa etapa não acontece, a loja paga ICMS sobre mercadoria que já teve o imposto recolhido pelo fabricante, e ninguém percebe, porque o DAS sai com um número que parece normal. O Vanderlei trabalhou dentro de empresa antes de abrir a Santiago, em 2016, e por isso começa pela nota de compra, e não pela guia.

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Placa de loja aberta pendurada na porta de vidro de um comércio

Como funciona o Anexo I do Simples Nacional para o comércio?

O comércio é tributado pelo Anexo I da Lei Complementar 123/2006. A alíquota nominal começa em 4% e chega a 19% na última faixa, e a alíquota efetiva de cada mês é calculada sobre a receita bruta acumulada nos 12 meses anteriores, com uma parcela a deduzir por faixa.

O DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional) reúne numa guia só o IRPJ, a CSLL, o PIS, a Cofins, a contribuição previdenciária patronal e o ICMS. As faixas e as parcelas a deduzir estão no anexo da Lei Complementar 123/2006. Um exemplo com números redondos: a loja que faturou R$ 240 mil nos últimos 12 meses (R$ 20 mil por mês) fica na 2ª faixa, com alíquota nominal de 7,3% e parcela a deduzir de R$ 5.940.A alíquota efetiva sai perto de 4,83% sobre o faturamento do mês. Conforme a loja cresce, a alíquota sobe junto, e é por isso que o contador precisa acompanhar a receita acumulada todo mês, e não só na virada do ano.

Dois limites importam para o lojista em 2026. O teto do Simples é de R$ 4,8 milhões de receita bruta por ano. Acima de R$ 3,6 milhões, a loja continua no Simples para os tributos federais, mas o ICMS passa a ser recolhido fora do DAS, pelas regras normais do Paraná, com escrituração fiscal própria.

Como a substituição tributária do ICMS afeta o DAS da loja?

Na substituição tributária, o fabricante ou o distribuidor recolhe de uma vez o ICMS de toda a cadeia. Quando a loja do Simples revende esse produto, a receita precisa ser informada como "com substituição tributária" no PGDAS-D, e a parcela do ICMS sai do cálculo do DAS.

A regra está no artigo 18, parágrafo 4º-A, da LC 123/2006, que manda segregar as receitas de mercadorias sujeitas à substituição tributária, e vale também para os produtos de PIS e Cofins monofásicos, aqueles em que o imposto federal é cobrado só do fabricante ou do importador, como boa parte dos cosméticos, das autopeças, dos medicamentos e das bebidas frias.O erro mais comum aparece em loja de material de construção, de autopeças, de cosméticos e de bebidas, onde uma fatia grande do estoque chega com o ICMS retido na nota de compra. Se a apuração trata todas as vendas como receita comum, a loja paga o ICMS de novo dentro do DAS. A Santiago cruza o NCM (o código fiscal do produto) e o CEST de cada nota de compra com a lista de mercadorias sujeitas à substituição no Paraná, separa as receitas no PGDAS-D e, quando encontra imposto pago a mais, retifica as apurações e pede a restituição dos últimos cinco anos.

Quais notas fiscais o comércio emite e por que elas precisam bater com a apuração?

A loja emite NF-e (modelo 55) quando vende para outra empresa ou para outro estado, e NFC-e (modelo 65) quando vende ao consumidor final no balcão. As duas vão direto para a Receita Estadual do Paraná, que cruza esses dados com o que a loja declara no DAS.

A NFC-e é a nota do varejo: existe só em formato digital e é a única que traz o QR Code impresso no cupom, conforme descreve o programa Nota Paraná, da Secretaria da Fazenda. Além das notas emitidas pela loja, o fisco recebe as notas de compra emitidas pelos fornecedores e os valores que as operadoras de cartão e as instituições de pagamento repassam sobre as vendas da loja. Quando o faturamento declarado fica abaixo do que passou na maquininha, a divergência aparece para o fisco antes de aparecer para o dono.

Por isso a Santiago confere, todo mês, três coisas: se o total de notas emitidas bate com a receita informada no PGDAS-D, se as notas de compra batem com a entrada no estoque e se o CFOP (o código que diz se a operação é venda, devolução, transferência ou bonificação) está certo. Devolução lançada como venda, por exemplo, faz a loja pagar imposto sobre dinheiro que voltou para o cliente.

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Por que o controle de estoque decide o lucro da loja?

Porque o custo da mercadoria vendida sai de uma conta simples: estoque inicial, mais compras, menos estoque final. Se o inventário de fim de ano é chutado, o lucro do balanço é chutado junto, e o lojista toma decisão de preço e de retirada com um número que não existe.

O inventário anual é obrigação de quem vende mercadoria, inclusive no Simples, e alimenta o livro de Registro de Inventário. O problema aparece quando o estoque físico e o estoque das notas se afastam. Nota de compra sem venda correspondente, ao longo do tempo, pode ser lida pelo fisco como venda sem nota.

Com a escrituração completa, a Santiago monta a margem por linha de produto: quanto a loja paga, quanto vende, quanto de imposto sai em cada grupo de mercadoria. É esse número que mostra se a promoção do mês deu lucro ou só girou caixa, e se vale continuar comprando daquele fornecedor.

Mão escrevendo em folhas sobre a mesa, com xícara de café ao lado

O que a Santiago entrega para o comércio?

O pacote de contabilidade mensal para lojas é o mesmo da contabilidade mensal da Santiago, com o olhar do varejo:

As dúvidas chegam pelo WhatsApp do escritório e quem responde é o Vanderlei. Na primeira reunião, ele prefere conhecer a loja pessoalmente, no Hugo Lange ou no endereço do cliente, porque o estoque diz muito sobre a contabilidade.

Na prática

  • Apuração do Simples no Anexo I, com segregação das receitas com substituição tributária e monofásicas.
  • Conferência mensal das NF-e e NFC-e emitidas e das notas de compra recebidas.
  • Escrituração contábil completa, com balancete mensal e balanço anual.
  • Orientação para o inventário de fim de ano e conciliação com o estoque das notas.
  • Folha de pagamento dos funcionários da loja e pró-labore definido para os sócios, pelo departamento pessoal.
  • Acompanhamento da receita acumulada, com aviso antes de a loja mudar de faixa ou se aproximar de R$ 3,6 milhões.

Quais casos aparecem com mais frequência nas lojas?

Os casos que mais chegam à Santiago vindos do comércio se repetem:

Esse último ponto vem da Reforma Tributária, regulamentada pela Lei Complementar 214/2025. Em 2026 roda a fase de teste, com CBS de 0,9% e IBS de 0,1% destacados no documento fiscal. O ICMS cai gradualmente de 2029 a 2032 e deixa de existir em 2033.

  • Loja pagando ICMS duas vezes

    Todas as vendas lançadas como receita comum, inclusive as de mercadoria com substituição tributária.

  • Dono tirando dinheiro do caixa sem pró-labore

    As contas da pessoa física e as da loja se misturam, e o lucro real some.

  • Loja que também presta serviço

    Instalação, montagem ou conserto cobrados junto com a mercadoria, que no Simples pedem outro anexo para a parte de serviço.

  • Venda pela internet para outros estados

    Com regras de ICMS próprias para cada destino.

  • Loja vendendo para outras empresas

    A partir de 2027, o cliente empresarial vai olhar o crédito de CBS e IBS da nota, e a loja do Simples pode escolher recolher esses tributos por fora do DAS.

Perguntas frequentes

A loja do Simples paga ICMS duas vezes em produto com substituição tributária?

Não deveria. Quando o fornecedor já recolheu o ICMS por substituição tributária, a loja informa essa receita como "com substituição" no PGDAS-D e a parcela do ICMS sai do DAS, conforme o artigo 18 da LC 123/2006. O problema acontece quando a apuração lança todas as vendas como receita comum. Nesse caso, a loja paga o ICMS de novo. A Santiago confere as notas de compra, corrige a segregação e, se houver imposto pago a mais, pede a restituição dos últimos cinco anos.

Qual anexo do Simples Nacional o comércio usa em 2026?

O Anexo I da LC 123/2006, com alíquota nominal de 4% a 19%, conforme a receita bruta dos últimos 12 meses. A alíquota efetiva é menor que a nominal por causa da parcela a deduzir de cada faixa. Uma loja que faturou R$ 240 mil em 12 meses paga perto de 4,83% sobre a receita do mês. Se a loja também presta serviço, como instalação ou conserto, essa parte da receita vai para outro anexo.

A loja do Simples precisa fazer inventário de estoque?

Precisa. Quem vende mercadoria faz o inventário no fim do ano, inclusive no Simples, e registra o resultado no livro de Registro de Inventário. Além da obrigação, o inventário é o que permite calcular o custo da mercadoria vendida e, com ele, o lucro verdadeiro da loja. Estoque de papel muito diferente do estoque da prateleira também chama a atenção do fisco. A Santiago orienta a contagem e concilia o resultado com as notas do ano.

Quanto custa a contabilidade para comércio na Santiago?

Depende do regime, do volume de notas emitidas e recebidas por mês e do número de funcionários da loja. Uma loja com muitos produtos sujeitos à substituição tributária, por exemplo, exige mais conferência do que uma com poucas linhas. Por isso a Santiago não publica tabela: a proposta sai depois do Diagnóstico Inicial do Comércio, quando o Vanderlei já conhece a operação, as notas e o estoque da loja.

A loja do Simples vai ter de mudar alguma coisa por causa da Reforma Tributária?

O Simples Nacional continua existindo. Em 2026 roda a fase de teste da CBS e do IBS, e a partir de 2027 a loja do Simples pode escolher recolher esses dois tributos por fora do DAS, para que o cliente empresarial aproveite o crédito integral. Para a loja que vende só ao consumidor final, ficar com tudo dentro do DAS tende a continuar simples. Para quem vende muito para outras empresas, a conta precisa ser feita com números reais.

A Santiago atende lojas fora de Curitiba?

Atende. Na Região Metropolitana de Curitiba, a primeira reunião é presencial, no escritório do Hugo Lange ou na própria loja, porque o Vanderlei prefere conhecer o negócio antes de propor qualquer contrato. Fora da RMC, o Diagnóstico Inicial pode acontecer por videochamada. A rotina mensal funciona a distância, com as notas fiscais recebidas em formato digital e as dúvidas respondidas pelo WhatsApp do escritório.

Para aprofundar

Vanderlei Santiago Lopes, Contador e fundador

Por Vanderlei Santiago Lopes — Contador e fundador

Orientação de quem confere nota por nota a substituição tributária, o estoque e a margem de lojas do Simples Nacional em Curitiba e na RMC.

Profissional registrado sob CRC-PR 048902/O-0, responsável técnico pela Santiago Contabilidade, em Curitiba/PR. Conheça a Santiago ou fale direto: (41) 99127-4092.

Atualizado em

A sua loja está pagando ICMS de novo sobre mercadoria que já chegou com o imposto recolhido pelo fornecedor?

No Diagnóstico Inicial do Comércio, o Vanderlei cruza as notas de compra dos últimos meses com o DAS e mostra, com números da própria loja, se há imposto pago em dobro para recuperar.

Fale com a Santiago

Preencha e a equipe da Santiago retorna em até um dia útil. Você também pode falar pelo WhatsApp ou ligar para (41) 99127-4092.